Tempo de Antena dos partidos na campanha eleitoral

Luanda - O PRD no tempo de antena de ontem, na rádio, foi particularmente agressivo para os outros partidos. Não se percebeu bem, mas pelo menos um tem no seu seio autênticos “comités de conspiração”.


Um pouco de adrenalina na campanha nem faz mal a ninguém, mas os tempos de antena são para divulgar propostas políticas, manifestos eleitorais e para a educação cívica. Perder tempo com guerras partidárias é um desperdício e tira mais votos do que dá. Mas o PRD está com muita sorte nas eleições e pede aos eleitores um milhão de votos. Ficámos esclarecidos, porque a seguir entrou a rubrica “palavras que o vento levou”...

O tempo de antena da UNITA falou aos eleitores da sua longa prática na diplomacia e as suas excelentes relações internacionais. Quanto aos parceiros privilegiados, a UNITA apresentou em Luanda muito pouco, numa conferência internacional que teve apenas quintos planos políticos europeus ou o inevitável Ribeiro e Castro.

Nos tempos de antena da TPA, a UNITA voltou à carga. Mostrou imagens da conferência no Hotel Trópico e voltou a garantir que domina a cena da diplomacia internacional. Foi mais longe e disse que é o único partido que pode melhorar a imagem de Angola no mundo. Aqui o partido do Galo Negro não mediu as palavras. A UNITA e seus amigos e aliados têm grandes responsabilidades na destruição da imagem de Angola no exterior. Não pode agora vir dizer que os eleitores têm de votar no Galo Negro se querem que a imagem do país melhore. Soa a chantagem do tipo: se não votarem em nós, vamos continuar a estragar a imagem de Angola no exterior. Não pode!

A FpD apresentou um tempo de antena na televisão com substância e consistência. Mas aproveita mal as excelentes condições de Nilsa Esperança e aposta em intervenções desastradas de Domingas Manuel. A activista diz coisas sérias e depois remata com um sorriso de plástico, aprendido à força para exibir nas passarelles dos concursos de beleza. Assim não dá. Dêem a Nilsa a tarefa da continuidade e de passar as mensagens curtas, que vão directas ao coração e à mente dos eleitores.

O PAJOCA e o PRS insistem em fazer passar mensagens que apelam aos regionalismos e mostram insuficiências políticas. Neste aspecto o PDP-ANA e o PADEPA ultrapassam tudo, com as mensagens em línguas nacionais a roçarem a ilegalidade.
A PPE, como quem não quer a coisa, já vai à frente dos partidos da segunda divisão. A UNITA desce na tabela porque está empenhada em perder credibilidade, apresentando propostas que sabe jamais poder cumprir. Os eleitores também sabem.

Fonte: JA

 



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