TRIBUNAL RESTITUI LIBERDADE AOS ACTIVISTAS DO PADEPA

Luanda - O Tribunal da Polícia, em Luanda, restituiu a liberdade, por insuficiência de provas, aos treze activistas da ala do PADEPA identificados com Carlos Leitão que deviam ser julgados hoje em processo sumário, por alegada incitação à violência.

Os activistas foram detidos ontem pela Polícia, quando se preparavam para a mobilização de cidadãos para votarem na UNITA. O julgamento mal começou, a juíza indeferiu a acusação do Ministério Público, devendo o

caso voltar ao tribunal quando estiverem reunidas provas que evidenciam a prática de crime.

Segundo o advogado de defesa, Manuel Pinheiro, o Ministério Público apresentou como prova, um cartaz que apelava ao combate à fome e à pobreza, o que em termos da lei não constitui nenhum crime.

«Não se realizou o julgamento por insuficiência de provas. O julgamento teve apenas início e por falta de prova, a juíza indeferiu a acusação do Ministério Público até que este reúna melhores provas para o caso. Enquanto isto, os arguidos aguardam em liberdade.»

Carlos Leitão entende que a detenção dos seus companheiros enquadra-se numa estratégia de intimidação e de perseguição aos elementos do PADEPA que não se revêem na ala liderada por Silva Cardoso, que afirma gozar de apoio institucional.

Sustentou que desde que anunciou o seu apoio à UNITA, na semana passada, os seus movimentos têm sido seguidos e a sua residência constantemente vigiada por elementos que suspeita serem da Polícia, vestidos à paisana.

A ala do PADEPA liderada por Carlos Leitão anunciou o seu apoio à UNITA depois de ter sido inviabilizada pelo Tribunal Constitucional a sua intenção de concorrer às eleições de 5 de Setembro à favor da facção dirigida por Silva Cardoso.

Fonte:VOA



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