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(14/11/07): SAMAKUVA «DESANCA» NA MÁ GOVERNAÇÃO DO PAÍS EM 32 ANOS DE INDEPENDÊNCIA
 

Luanda - À semelhança de 1975, por altura da proclamação da independência nacional, Isaías Samakuva esteve, neste fim-de-semana no Huambo, onde aproveitou a ocasião para se encontrar com os militantes do seu partido numa palestra onde analisaram Angola em 32 anos da sua autodeterminação.

 

A independência nacional, para além de ter começado com divisões entre os angolanos, no entender do Presidente da UNITA, não trouxe, por isso mesmo, os benefícios esperados por todos, volvidos mais de três décadas, a julgar pelas assimetrias sócio-económicas dos angolanos.

«Nós nascemos para viver bem neste país que é tão rico; que tem riquezas suficientes para todos os cidadãos viverem. Só que, quem está à nossa frente, a dirigir o país, não está a olhar para o seu povo. Está a olhar para o seu bolso. Não é verdade? Não é possível. Um país desse tão rico? Se fosse o caputo, diríamos, pronto, é o colono. Está-nos a colonizar. Quem está aí, diz que é angolano. Se é angolano também, como é que deixa os outros angolanos a viver como estão a viver? Trinta e dois anos depois? Estamos assim? Não nascemos para viver assim, meus irmãos».

O presidente da UNITA, que assistiu neste sábado às exéquias fúnebres do ex-secretário geral do seu partido, Mário Vatuva, considerou, na ocasião, que o Presidente da República não tem hipótese para adiar outra vez as eleições, apelando deste modo, aos seus militantes, a se prepararem para o desafio nas urnas, sob pena de serem apanhados em contra-mão.

«As eleições mesmo, se andaram adiá-las, adiá-las, adiá-las; eu não vejo como é que vão ser adiadas outra vez agora. Vão mesmo acontecer no próximo ano. Vão mesmo acontecer.

E acontecer no próximo ano, mais tardar é Setembro. Se o mais tardar é Setembro, quer dizer, nós temos agora dez meses para Setembro. Não é verdade? Dez meses para Setembro. Novembro, estamos a chegar já no meio.

Falta Dezembro. Depois os nove meses do próximo ano. Dez meses para Setembro. Já viram que para o nosso sofrimento acabar nós podemos ter só dez meses; já pensaram nisso? Já pensaram nisso?», disse Samakuva. (Ricardo António)

Fonte: VOA
   
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