O jornalista Juvenis Paulo procurava dados sobre o funcionamento das composições da linha Luanda-Viana e Vice-Versa, lançadas há pouco menos de 6 meses. Nas suas diligências, no troço Tunga-Viana, foi interceptado pelos militares e levado para a estação principal, onde existe uma espécie de prisão.
O repórter foi mantido no local durante cerca de meia hora, sancionado com a obrigação de permanecer com tronco nú, exposto a qualquer trabalhador e transeunte.
Segundo o jornalista, a agressividade dos militares caracteriza o dia-a-dia naquele troco ferroviário e muitos passageiros queixam-se de maus-tratos e abusos. As vítimas, para além de ofensas físicas e morais, são conduzidas às instalações dos caminhos-de-ferro de Luanda, onde são forcados a fazer serviços de limpeza.
Entretanto, a polícia nacional, através do seu comando provincial de Luanda afirma que a corporação teve conhecimento do caso e aguarda a formalização de uma queixa.
Fonte: Apostolado |