Chissano que é visto por muitos como o mentor da paz em Moçambique, após a liderança de 19 anos, era um dos principais favoritos à vitória e recebe um prémio de 5 milhões de dólares.
O anúncio foi feito numa cerimónia em Londres pelo antigo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, que preside ao comité do prémio.
"Este é um prémio que reconhece mais do que a boa governação, ele reconhece a excelência da liderança", referiu Annan.
Kofi Annan considera que o prémio surge numa altura importante para África.
“Esta é uma iniciativa africana e capta o sentimento dos povos que querem mais responsabilidade.”
“Este é um prémio que estabelece metas não só para aquele continente, como para o mundo inteiro”, concluiu o antigo secretário geral das Nações Unidas.
Boa governação
O prémio Mo Ibrahim vale 500 mil dólares durante 10 anos, mais 200 mil dólares durante o mesmo período para causa públicas, e depois disso 200 mil dólares por ano vitaliciamente.
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| Ibrahim espera que o prémio seja um incentivo à boa governação. |
O milionário Mo Ibrahim dono de uma companhia de telemóveis financia o projecto na esperança que aumente os níveis de exigência dos governos africanos, até que chegue o dia em que este incentivo já não seja necessário.
"Precisamos acabar com a corrupção, precisamos de melhorar os níveis de governação e quando esse dia chegar vai ser o melhor dia da minha vida”, disse o empresário sudanês.
De acordo com editor da BBC África, Martin Plaut, entre os seleccionados para o prémio estavam líderes que não poderiam se considerados seriamente, depois de estarem agarrados ao poder década após década, dando a Àfrica uma má reputação.
Entre os candidatos, Joaquim Chissano, destaca-se pelos 18 anos que ocupou o executivo, ao atingir o progresso em Moçambique após uma guerra civil sangrenta.
Fonte: BBC |