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(14/11/07): Integração Socio-cultural- Daniel Veloso Àlvaro
 

Alemanha - O estrato socio-cultural de Angola é , quer queiramos, quer não esta formado por vários grupos étnicos, todos falantes de línguas Bantu, com variações diatópicas. Entre eles se encontram quatro grande grupos, os Ovimbundu, os Kimbundu, os Kikongo e os Tshokwe.

 

A estes segue os descendentes das populações européias, natos em Angola, que são angolanos por Lei. Esta questão da nacionalidade dos brancos nascidos em Angola foi discutida separadamente, aquando da cimeira do Alvor em 1975, entre o governo português e os três movimentos de libertação nacional, que representavam o povo angolano.

Logo, qualquer angolano pretendente do poder político deve lidar-se, com esta matéria com muita responsabilidade. Falando da integração de todos angolanos dentro duma sociedade democrática, é convidar todos Angolanos numa convivência não conflictual.

Durante a luta de libertação nacional preconizava muitos modelos de sociedade. Um deles foi o modelo da “MESTIÇAGEM DE RAÇAS” defendido pelo famoso autor brazileiro Gilberto Freire, muito conhecido na sua obra intitulada: Casa grande e Sanzala. Segundo este autor o modelo da “mestiçagem de raças” seria o ideal para os paises da expressão portuguesa post-independentes. Mas, eminentes intelectuais angolanos, como o Mário Pinto de Andrada rejeitava categoricamente o modelo de mestiçagem de raças, alegando a existência de favelas no Brazil, como algo que não podia servir de exemplar, para uma sociedade angolana independente.

Porém há dois factores capaz de contribuir radicalmente na integração socio-cultural de todos Angolanos independemente da cor da pele e da região de origem. Primeiro esta um conhecimento profundo das etnias com grande impacto na vida nacional, sobre tudo daquilo que há nelas, como valores positivos.

Pois, só esses valores podem contribuir para o assentar, das virtudes exigidas numa sociedade civilizada. Segundo, uma sólida formação intelectual para a maioria da camada jovem angolana, é contributo de ouro, para se transcender o racismo vulgar, seja ele contra os negros, ou contra os angolanos um pouco mais claros.

O mais velho Lúcio Lara constitui um bom exemplo, apesar das suas origens soube conviver com outros Angolanos com uma atitude de respeito mútuo. Essa magnitude e grandeza de alma é bem manifestado na sua obra: “Documentos E Comentários Para A História Do MPLA”.

Pela qualidade dos documentos apresentado e as citações nela contida, a sua objectividade fruto duma formação intelectual salta nas vistas, de qualquer leitor atento. Por mais incrível que apareça, foi nesta obra que encontrei a melhor fotografia do Dr. Jonas Malheiro Savimbi.
Além disto, foi nesta obra que encontrei citações do malogrado Prof. Cheich Anta Diop, onde ele afirmava a origem negra dos Egipcios antigos, coisa aceite pela comunidade cientifica, mas sujeito de muitas especulações para muitos europeus.

O mesmo verifica-se com Dr. Agostinho Neto,que graças a formação intelectual definiu a luta de libertação de Angola, como uma luta de classe e não uma luta entre pessoas de cores diferente. Razão que impulsionou a adesão da maioria dos Angolanos brancos no MPLA, digo da maioria, porque seja a UNITA, como FNLA tiveram militantes de Angolanos brancos, o que é muito bom para Angola.

Portanto, o comportamento contrario a coesão social e integração socio-cultural que vivemos actualmente deve ser visto, como o reflexo do nosso sistema de ensino e da educação política ou cívica que a maioria dos Angolanos beneficiaram ou não beneficiaram. Mas, uma coisa é certa, jamais teremos uma Angola homogenia, de ponto de vista “racial”.

Se hoje em dia, um Pais como a Suíça aceita um negro angolano ser um deputado, penso que é hora, para todos Angolanos porem a mão nas suas consciências, sobre a questão “racial”.A integração nacional de todos Angolanos contida na famosa frase: “UM SÒ POVO, UMA SÒ NAÇÂO” deve ser visto, como uma riqueza de todos Angolanos.

Se nós os Angolanos decidirmos trabalhar juntos, para o progresso da nossa nova nação teremos um desenvolvimento que vai marcar uma diferença, com os demais paises africanos.

Eu sempre foi daqueles que acreditam que o cruzamento secular da cultura européia e africana em Angola deve ser visto, como uma riqueza cultural e uma particularidade vantajosa. A reijeição de alguns Angolanos, pelos outros Angolanos não deve nos permitir perder de vista que, depois duma descolonização desastrosa, Angola alcança euforicamente a independência, sem de facto se saber claramente o que fazer dela, principalmente para a população em geral. Creio que esta é uma das razões que faz com assistimos uma procura desordenada do lucro fácil, um capitalismo selvagem e uma falta total da ética na gestão do patrimônio sócio -cultural nacional.

Dai esquecemos que a integração de todos Angolanos é uma arma poderosa, para fazer trabalhar os Angolanos. Sem a coesão social não há possibilidade de produzir, de criar ou de manifestar aquilo, que realmente, cada endividou pode contribuir no seu pais. Tensões sociais não favorece o investimento estrangeiro que tanto desejamos, para general empregos.

Os Estados Unidos demonstra majestosamente que a convivência pacifica entre “raças” é possível. Isto é apesar da existência de algumas derrapagens raciais aqui ou acolá, tudo indica que os africanos -americanos,os europeus e os asiáticos são capaz de viver num ambiente harmonioso, que só posso desejar para uma Angola.

As nossas cidades estão confrontadas com problemas que necessitam de soluções técnicas e tecnológicas, para ultrapassa-los, a exclusão é a pior das soluções. Actualmente vimos que há comunidades que melhor dominam certos conhecimentos, dos quais, depende a solução de muitos dos problemas e para tal a integração sócio -cultura é óptima solução.

Se cada região de Angola ou mesmo cada etnia contribuir com seu melhor empenho para o progresso.Teremos uma soma de esforço que vai operar milagres, dai mesmo veremos a famosa mão invisível do Economista Ricardo. Pois a harmonia é um ingrediente insubstituível, para a criatividade, se nos não nós amarmos e amar a nossa terra, a nossa gente jamais teremos amor, para criaremos algo durável.

Dai a minha mágoa quando vejo Angolanos a passarem o seu tempo formulando idéias odiosas, parem com isto, por favor. Quem optam pelo ódio dos outros Angolanos, como solução dos seus problemas, vai fracassar. A Alemanha do Hitler escolheu o ódio contra os judeus e os resultados foram monstruosos, isto é apesar do avanço que alcançaram na tecnologia da ponta.
Odiar um Angolano por ser negro, branco, mulato, kikongo, ovimbundo ou kimbundo é a pior das coisas que o Angolano pode apoiar. Os compatritas podem acreditar onde os Nazistas fracassaram é pouco provável que agente triunfa, nisto estou certo que vamos fracassar.
Se é na divergência dos esforços que fomos vencidos, pela coligação esclavo-colonizadora, é na convergência que devemos apostar, para vencermos a pobreza e a pouca alfabetização que faze parte, do dia a dia dos nossos.

Claro que a riqueza mesmo com uma boa integração nacional não vai cair do céu, mas, a realização da frase: “Um só povo, uma só nação” incentivar a produção cultural e desportista, de forma que Angola vai se alinhar na lista das nações prósperas deste globo e Angola vai sorrir !

Governar numa Angola socialmente coesa significa, estipular a capacidade de unificar todos Angolanos, como critério decisivo. Quando mais capacidade de unificar o candidato demonstrar melhor quotização deve ter. Se não para que serve um Candidato da divisão, neste século vinte é um, onde todos estão a unir as forcas para resistir contra a globalização?

Os filhos dos camponeses que abandona as zonas rurais, os compatriotas que regressam dos paises visinhos necessitanstes de empregos, alojamento, uma educação e saúde nas cidades, eles devem encontrar mecanismos de integração, capaz de lhes proporcionar o lugar justo na sociedade.

Se a classe dirigente agir nesta direcção com actos palpáveis, não haverá lugar para o extremismo, que só gera calamidades. Enquanto o crescimento econômico que o Estado angolano esta a promover, não abranger a maioria dos Angolanos. O cepticismo vai permanecer, pois o arranque econômico não é um assunto partidário, é um assunto de todos Angolanos.

Como é também a festa de 11 de novembro de 2007 que acabamos de celebrar, são assuntos de interesse nacional. Com um sucesso vivido pela maioria dos Angolanos, o Povo será o porta voz do crescimento econômico e isto com certeza convence mais.

*ndonda@hotmail.de
Fonte: Club-k.net

   
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