Paulo Rangel disse ainda que o facto de o seu cliente ter comparecido em tribunal da primeira instância como réu solto, o efeito da pena deveria ser suspensivo e consequentemente aguardar em liberdade todos os trâmites do processo.
«Assim não quis o Tribunal que admitiu o recurso com efeito meramente devolutivo fazendo com que o nosso constituinte fosse conduzido às cadeias e em face dessa não admissão do efeito suspensivo nós interpusemos outro recurso ao Supremo Tribunal.
O Tribunal Supremo, uma vez recebido o recurso, entendeu que na verdade o nosso constituinte devia efectivamente aguardar a decisão do recurso em liberdade, ou seja atribuiu efeito suspensivo. Assim é que deveria ter sido atribuído em primeira instância, faz com que Graça Campos fique a aguardar a decisão do Tribunal Supremo em liberdade, portanto caberá agora ao Tribunal Supremo reavaliar todo o processo».
Graça Campos deveria igualmente pagar uma multa avaliada em cerca de 250 mil dólares, em face desta decisão do Tribunal Supremo, esta multa poderá conhecer um abrandamento, se considerar o erro praticado em primeira instância.
«Foi suprido o erro, que nos entendemos erro praticado em primeira instância e vamos aguardar que o Tribunal no seu superior critério de justiça resolva do melhor modo, tome a melhor decisão, para aquilo que é justo, correcto e legítimo».
Graça Campos esteve encarcerado durante cinco semanas, acusado de ter cometido o crime de difamação e calúnia no caso que envolve o ex-ministro da Justiça, Paulo Tjipilica.
O seu caso esta agora a ser reavaliado pelo Tribunal Supremo. O advogado de defesa acredita que o Tribunal deverá decidir por aquilo que concluir ser mais justo e faz um apelo para que se evitem os erros cometidos pelo Tribunal de primeira instância.
Graça Campos agradeceu a solidariedade da sociedade no decurso de todo o processo.
«Em primeiro lugar agradecer as pessoas que contribuíram para a minha libertação, designadamente, os meus advogados, estou extremamente grato à minha família, aos meus amigos, porque em nenhum momento me faltou o carinho e o seu calor. Estou profundamente reconhecido a todas as pessoas que não só contribuíram para a minha libertação mas como também tornaram menos doloroso o calvário que é permanecer encarcerado.»
Graças Campos, director geral do Semanário Angolense, em liberdade aguarda agora pela decisão do Tribunal Supremo.(AMendes)
Fonte: VOA
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