No seu comunicado, divulgado mais de uma semana depois dos acontecimentos, o governo procurava encontrar bodes expiatórios e acusava a UNITA de estar por estar por detrás dos tumultos ocorridos no Huambo com algumas advertências pelo meio.
A FpD refere, num outro comunicado, que o Governo deveria consciencializar-se de que o direito dos cidadãos manifestarem a sua indignação, sempre que se sentirem vitimas de injustiça, é um sentimento de grande mérito e contribui para a melhoria do sistema democrático do país.
O secretário-geral da FpD, Luís do Nascimento, afirma que o governo deve começar a encarar com naturalidade o direito de manifestação dos cidadãos, sem reprimir as críticas que lhe são feitas.
«O comunicado do governo do Huambo é próprio de um governo anti-democrático. Condenamos o facto de um acontecimento do género merecer o pronunciamento de uma estrutura responsável onze dias depois. Isto mostra a irresponsabilidade do próprio órgão. Por outro lado, no seu comunicado o governo da província do Huambo inventa bode expiatórios, e reconhece que só não houve um banho de sangue porque não determinou.
Nós constatamos que fenómeno idêntico ocorreu na Itália, após a morte de um adepto de um clube italiano, baleado mortal e acidentalmente por um policia, o que motivou uma onda de violência, com confrontos em várias localidades contra as forcas de segurança. Este facto não levou o chefe da policia a inventar bode expiatórios, mas a admitir que se tratou de um erro trágico e a exprimir as suas condolências à família da vítima».
O incidente ocorrido no princípio deste mês aconteceu quando um taxista foi interpelado por um agente regulador de trânsito. O desentendimento entre eles provocou uma confusão que se seguiu aos disparos feitos por um agente da ordem pública, que apareceu momentos depois, em socorro, para devolver a calma e a tranquilidade.
Um dos disparos atingiu o taxista na região do abdómen, provocando a morte imediata.
Fonte: VOA |