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(26/10/07): Educação e saúde dotados com orçamentos magros
 

Luanda - Angola é dos poucos países da SADC que atribuiu à Educação e a Saúde, dois sectores considerados prioritários para o desenvolvimento, menos de dez por cento do Orçamento Geral do Estado.
Quem o diz é o líder da bancada parlamentar da UNITA, Alcides Sakala, para quem o governo angolano continua a priviligiar a defesa e a segurança.

 

Segundo o líder da bancada parlamentar da UNITA, a maioria dos países da região atribuem à estes dois sectores estratégicos entre doze a quinze por cento dos seus orçamentos. Referiu que actualmente, o grande desafio para Angola já não é o conflito militar, mas sim o combate à pobreza, uma luta que passa pela erradicação do analfabetismo e pela melhoria do sistema de saúde.

O projecto do Orçamento Geral do Estado para o próximo ano deverá dar entrada na Assembleia Nacional no final deste mês e a discussão deverá acontecer durante o mês de Novembro. Alcides Sakala afirmou que a bancada parlamentar do seu partido vai assumir posições muito claras em relação à esta questão.

«A SADC já evoluiu muito neste aspecto, o orçamento que atribuiu á educação e à saúde vai para lá dos dez por cento. Nós pensamos que Angola não deve ficar atrás. A área social é fundamental para a estabilidade de um país. Quando um país está em conflito, naturalmente o orçamento deve dar uma atenção muito especial à área de defesa e segurança, mas agora que a guerra terminou é preciso privilegiar a área social»-referiu.

O líder da bancada parlamentar da UNITA disse, por outro lado, ficar com a impressão de que Angola ainda não se reencontrou no que diz respeito aos grandes objectivos do processo de reintegração regional.

Alcides Sakala entende que Angola tem privilegiado mais as relações com países como o Brasil em detrimento de uma cooperação regional que teria muitas vantagens.

«Vejamos por exemplo as relações entre Angola e a África do Sul. Ainda são frias. Desde que o presidente Mbeki está a dirigir aquele país ainda não efectuou nenhuma visita oficial a Angola, assim como o Presidente de Angola também não efectuou nenhuma visita oficial aquele país. Tudo isto reflecte um pouco o grau de relações entre os dois países. Têm visões diferentes de desenvolvimento, de defesa e segurança, mas penso que terminada a guerra é importante que Angola esteja mais virada para a região»-sublinhou.

Alcides Sakala anunciou que, no quadro do papel fiscalizador dos deputados, parlamentares afectos à bancada do seu partido vão efectuar deslocações ao interior do país para inspeccionar algumas obras que estão a ser executadas pelo governo.

Fonte: VOA

   
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