(20/11/07): Comunidade cabindesa de Kinshasa denuncia prisões abusivas de refugiados
 

Kinshasa – A Comunidade Cabindesa de Kinshasa denunciou junto da União Africana e do Conselho de Segurança da ONU as acções perpetradas contra os refugiados cabindas residentes no Congo, e lamenta as declarações de Amah Assiama que reconhece que a ACNUR teme o Governo de Angola.

 

«Desde sexta-feira, 16 de Novembro às 08h00 que a nossa comunidade se encontra numa situação inadmissível e de grave violação dos Direitos dos refugiados caracterizado pela penetração na Republica Democrática do Congo (RDC), território estrangeiro, particularmente nas zonas baixas do rio (Congo) onde estão situados os campos de refugiados cabindeses sob a tutela do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), de forças armadas de Angola» denunciou Afonso Alfredo Muanda, secretário-geral da Comunidade Cabindesa de Kinshasa.

O mesmo responsável relata o pânico actualmente vivido pelos refugiados de Cabinda na RDC na sequência das «detenções ilegais», perseguições, especialmente em Matadi, cidade situada na região do Baixo Congo na fronteira com Angola, onde refugiados foram sujeitos a «múltiplas torturas» e assinala Daniel Samuel Massiala, José Buanha, Francisco Tiaba e Cristiano Manuel de Jesus como algumas das vítimas.

Para Afonso Alfredo Muanda a situação dos cabindas é «similar à dos kosovares na Europa, dos sarauis no Magrebe, dos eritreus e dos timorenses» e apela à ACNUR para «não temer o Governo angolano, tal como foi declarado por Amah Assiama» da antena do Alto Comissariado em Kinshasa».

 

Fonte: VOA

   
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