O relatório do BM a que a Angop teve acesso hoje (segunda-feira), em Luanda, baseou-se nos resultados de um inquérito a 310 empresas privadas, entre grandes e médias, incluindo 115 micro-empresas da indústria manufactureira e de serviços, localizadas nas províncias de Luanda, Benguela e Huambo.
Segundo o documento, as taxas de juro e as garantias bancárias são ainda mais actractivas em Angola em relação aos países da África Subsahariana e da Argélia.
De acordo com o relatório, apesar de registar-se a rejeição de 79 porcento dos pedidos de empréstimo, o problema do acesso ao crédito em Angola não está relacionado com o seu custo, mas com a sua disponibilidade.
Entretanto, o relatório, elaborado em Outubro de 2007, salienta que a complexidade do processo de pedido de empréstimos e a recusa de garantias são as principais causas da "pouca penetração" do sector bancário em Angola.
"Mais de 80 porcento das empresas em Angola nunca pediram empréstimo. Um terço não o fez por considerar o processo demasiado complexo e, dentre as que o fizeram, um terço foi rejeitado porque o banco recusou a garantia proposta", lê-se no documento do Banco Mundial.
O relatório sobre a Análise do Clima de Investimentos em Angola visou verificar em detalhe os factores que limitam o sector privado, como os mercados financeiros, identificar prioridades, bem como permitir o relacionamento entre constrangimentos ao nível das empresas e a produtividade.
Fonte: Angop |