Segundo a fonte da PNN um militar das Forças Armadas de Angola (FAA), Major Santos, um ex militar da FLEC, António Manuel Banga «Intrépido», juntamente com um informador local Tchilanda, originário de Cabinda e residente em Ponta Negra, Congo, desde 15 anos «recrutaram» cerca de 30 jovens congoleses na comuna de Luandjili em Ponta Negra para serem apresentando em Cabinda como militares dissidentes da FLEC.
As mesmas fontes precisaram que os todos jovens congoleses «recrutados» têm a particularidade de se exprimirem em língua Vili muito semelhante a língua Ibinda, ou Fioti, de Cabinda. «A ideia do MPLA é de fazer crer aos cabindas que estes jovens são ex guerrilheiros da FLEC que na realidade são jovens congoleses sem qualquer relação com a Cabinda ou a FLEC» avançou a mesma fonte à PNN.
A operação ocorreu às 23 horas do dia 16 de Outubro quando 30 jovens congoleses foram transferidos em segredo para Cabinda. A testemunha dos acontecimentos sublinhou o facto da fronteira Cabinda/Congo ser habitualmente encerrada às 17 horas locais, considerando que a passagem nocturna da fronteira foi efectuada de forma ilícita e sem conhecimento das autoridades congolesas.
A 9 de Setembro o Ibinda.com revelara que estava em curso em Ponta Negra uma acção liderada pelo Major António Manuel Banga «Intrépido», ex militar da FLEC/FAC, conjuntamente com José Kitembo e Bissafi, com o objectivo de «identificar, localizar, capturar e extraditar» todos os indivíduos que supostamente pertenceriam à FLEC. Segundo as mesmas fontes esta acção foi coordenada pela «equipa de Bento Bembe em Cabinda e forças angolanas» que contam com colaboração da representação diplomática de Angola em Ponta Negra. A 5 de Setembro, a equipa do Major António Manuel Banga foi reforçada pelo Major Ramos, comandante adjunto da unidade Tchibueti e o Major Nufua-Lubobo ambos destacados na região fronteiriça de Massabi entre Cabinda e o Congo.
Fonte: Jornaldigital |