Segundo Rodrigo Pedro Domingos, o embaixador angolano que vai chefiar a missão diplomática, a abertura do consulado em Macau tem como objectivo "consolidar" a plataforma dos investimentos chineses no país.
Outra das razões para a abertura do consulado prende-se com a futura criação do Secretariado do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial (SFCEC) entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que ficará sediado em Macau, um território que tem um passado histórico comum com Angola, pois durante vários séculos foram colónias portuguesas e falam a língua de Camões.
Neocolonialismo afastado
O diplomata lembrou ainda que o país asiático tem tido um papel importantíssimo na reconstrução de Angola, especialmente nos sectores do turismo e da agricultura. No espaço lusófono o país africano já é o segundo maior parceiro comercial da China. Agora a prioridade é cativar também os empresários macaenses.
Pedro Domingos afasta qualquer hipótese de neocolonialismo por parte de Pequim e assegura que a cooperação com o país mais populoso do planeta está perfeitamente "enquadrada nos grandes projectos", aproveitando para sublinhar que depois de terminados os trabalhos, os operários chineses regressam ao seu país.
Há espaço para todos
Para quem possa pensar que o investimento maciço chinês está a impedir a aposta de outros países em Angola, Pedro Domingos volta a desmistificar tais receios: "Há espaço em Angola para todo e qualquer parceiro que queira ajudar no desenvolvimento do país".
Pedro Domingos quer também aumentar os bolseiros angolanos a estudar nas universidades de Macau, que na maioria frequentam cursos de Direito ou engenharias. O diplomata vai desenvolver esforços no sentido de expandir as áreas de ensino para sectores mais virados para o turismo, como a hotelaria ou gestão.
Fonte: Expresso.pt |